sexta-feira, 25 de julho de 2008

O que fazer com os filetes de pescada?!!!!




Hoje de manhã descongelei filetes de pescada... e vinha para o trabalho a pensar o que fazer com eles. Fritá-los, o banal, não me apetece!!!! E vai daí que me veio à mente o seguinte:

Temperar os filetes com sal, pimenta e alho.

Pegar em dois alhos franceses e cortar só a parte branca às tiras muito fininhas.

Pôr na frigideira azeite e colocar os filetes a alourar de um lado e do outro.

Retirar os filetes e em seguida colocar na mesma frigideira uma cebola picada, miolo de camarão, o alho francês cortado, um pacote de natas e deixar a cozer um pouco. Temperar a gosto.

Dispor os filetes num tabuleiro e este "preparado" por cima. Por fim pôr queijo ralado e levar ao forno.

Eheheeh, foi o que saiu... Isto devido a uma ideia que a D. Cândida me deu esta semana.

Assim não vale, torcer o nariz para os tais "medalhões de pescada"... a ver!!!

Depois logo vejo se faço arroz branco... ou puré para acompanhar...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Yuppiiiiiiiiiii!!!!!!

Yuppiiiiiiiiiiii!!

Hoje é a minha FOLGA....ufaaaa!!!!......minha e da PM, lá fomos nós à depilação.....estivemos lá toda a manhã, as rapariguinhas da estética até suavam......”moçoilas de pêlo na benta” comentavam entre elas.

Almoçamos na esplanada….fomos gastar as gorjas ganhas na última semana...foi fixolas disse eu...foi do barril (ou baril?!!!!) disse a minha “cumpincha”.... e lá fomos dar uma voltinha pela praia com o intuito de ver o Parménides de sunga...eheheheheh, sim...ele usa sunga!!!!
Mas nem vê-lo, onde andará?!!!
Até lhe trouxemos uma termos com o seu leitinho...ohh...uma não, duas....uma cada uma!
Isto para o demovermos a deixar a sunga….pertencemos ao Movimento Contra a Sunga.
O que leva os Homens a usarem tal coisa?!!!!











Bem.....como não o encontramos, olhamos em redor....começamos a apreciar o movimento....há com cada um!!!

E é ouvi-los:
“ò meu caralho, "sai-me" da água, tás todo encurrilhado!”
“sai, és mouco?!!?? levas já no focinho!”
“olha que te pára a “congestão”” .............????!!!!!??????
Nós, como somos duas raparigas sensíveis e recatadas, apesar de estarmos habituadas às conversas da tasca (cheias de sumo...de uva ou do que seja) há certas e determinadas conversas, situações, episódios que nos baralha a mioleira, não propriamente as caralhadas em si, mas sim o comportamento das pessoas, ya THE BEHAVIOR, DO THEY KNOW WHAT IT IS THAT????
A violência verbal!!! A falta de paciência que se sente hoje em dia!! A falta de diálogo!!! A falta de harmonia!!!
Aliás faz-me confusão muita coisa: a falta de educação, a falta de civismo, não suporto a inconveniência, a falta de humildade, etc,…..enfim....se calhar ando a exagerar na dosagem!!!
Mas é o Sr. Dr. que teima em não me diminuir a dose.

E há outros ainda que:



“é o gelado OLÁ, é o gelado que se lambe aqui e acolá”
“é o gelado fresquinho é pra menina e pró menino”

In the beach we hear interesting things!!!

Adiante, já estou com um secão…

(quem não tenha percebido nada, a tradução encontra-se disponível mediante cobrança!!!)

BOAS FÉRIAS PARA QUEM AS TEM!!!

sábado, 19 de julho de 2008

É preciso ter lata!

Numa embalagem de tomate em pedaços que existe no mercado, pode ler-se a seguinte recomendação: "Consumir de preferência antes de ver data no fundo da lata". Ou seja, deve consumir-se primeiro e só depois se deve ver a data que existe no fundo da lata, assim em jeito das surpresas lúdicas de que o marketing é fértil. Como é evidente para qualquer pessoa, menos para quem completou a frase obrigatória por lei, o sentido do que ficou escrito é exactamente o contrário do pretendido.

Outras variantes não são melhores. Acho um especial fascínio no encantador "Consumir até ver fundo da embalagem", instrução que decerto tem em vista os consumidores de 6 anos de idade, os quais podem não se aperceber que, chegando ao fundo do recipiente, é escusado insistir pois não há mais.

Estes exemplos mostram a pouca atenção que se dá a muito do que por aí se escreve para que outros leiam. Parece existir uma regra única: se eu percebo, toda a gente tem de perceber. No entanto, seria muito fácil evitar o duplo sentido em ambas as frases. Bastava compô-las evitando o verbo "ver".

Estes exemplos ilustram também em parte o que acontece com a legislação portuguesa. Em geral, é escrita com muitas deficiências. Escrevem-se e publicam-se leis sem que haja o cuidado de testar previamente a sua compreensão junto dos cidadãos, que são, afinal, os principais visados e interessados na maior parte delas.

Mas a coisa, infelizmente, é ainda pior. É fácil provar que as leis são escritas de forma propositadamente complexa, enrodilhada, vaga e subjectiva, a fim de que o cidadão vulgar tropece nuns obstáculos e caia numas armadilhas, pois normalmente isso dá origem ao pagamento de umas coimas, sempre bem-vindas para financiar o eternamente deficitário Estado. Ou tenha de recorrer a juristas e a tribunais para interpretarem a lei, para virem logo outros juristas e outros tribunais interpretarem de maneira diferente, uma actividade verdadeiramente empolgante para quem a faz, embora muito perniciosa para a carteira do tal cidadão vulgar para quem era suposto a lei ter sido escrita.

A preocupação em complicar é tão grande que, quando uma lei estabiliza por algum tempo, logo alguém se lembra de a alterar e assim renovar a dificuldade da sua leitura e aplicação. O caso mais espectacular verifica-se quando as próprias alterações, de forma recursiva, geram por si sós, sem que seja alterada uma única palavra do texto, nova modificação complicativa. Foi o que aconteceu com a recente renumeração dos artigos do Código do IVA (pelo Decreto-Lei n.º 102/2008 , de 20 de Junho).

Exemplifiquemos algumas das consequências da renumeração de um articulado como este:

(1) Quem lida usualmente com a lei e a ela tem de se referir, conhece de cor o número de muitos artigos, o que facilita o seu trabalho. Esse conhecimento fica desactualizado num ápice, obrigando a uma reaprendizagem de uma coisa exactamente igual. Um professor, por exemplo, não pode continuara referir-se às regularizações do artigo 71.º, pois elas, ao fim de vinte anos nesse sítio, foram agora morar para o 78.º.

(2) Da mesma forma, inúmeras referências em textos técnicos ficaram desactualizadas. Um profissional ou um estudante que compulse a lei actual enquanto lê um artigo fundamental publicado em 2006, conclui que a bota não bate com a perdigota.

(3) Milhões de facturas e outros documentos comerciais pré-impressos, bem como ferramentas como carimbos e programas informáticos têm de ser destruídos, substituídos ou alterados, pois as referências à lei ficaram erradas.

Lê-se no preâmbulo do referido decreto-lei que a renumeração foi feita pelas "mesmas razões" já nele anteriormente enunciadas. Se formos à procura delas, concluímos que a renumeração foi feita para aprofundar a qualidade dos actos normativos, para simplificação, numa perspectiva de "legislar melhor", bem como permitir uma melhor "compreensão sistemática" da própria lei.

Desconfio que quem legisla em Portugal são os mesmos fulanos que fazem os rótulos para as latas de tomate em pedaços. Quase que apostava. Lata, pelo menos, não lhes falta.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Meu querido mês de Agosto

Finalmente as férias e tudo o que de bom elas trazem!

Pensando melhor – Será assim tão bom quanto isso? – É que nem sei o que vos diga, pois está um indivíduo mortinho que as férias cheguem, mas o que acontece nessa altura?

O que acontece é que um gajo, teso como um carapau, limita-se a acampar ali na esplanada da Tasca, bebendo umas bejecas e comendo uns camarões do Eusébio, que o Silva nestas alturas costuma ser bondoso e aponta a despesa no livro. Até aqui tudo bem, o problema é que os altifalantes ali da igreja, por sinal a precisar de um remédio prá rouquidão, não se calam nem por um caraças e ei-los a debitar musicas pimba e outras que tais, tudo dependendo do repertório de que dispõe o homenzinho a quem se alugou a instalação sonora.

Bem sei que é por esta altura que aqueles indivíduos, os políticos, aqueles que “trabalham” no parlamento e afins, vão de férias. Mas porra, em vez de termos descanso, o que acontece? – Apanhamos com uma música que não sei até que ponto será tão ou até mais nociva do que aquela que levamos dos políticos!

E Setembro está já aí … o tempo não pára e lá vamos nós apanhar novamente com a musica dos pitróis, do deficit e outras queixinhas que tais.

Por falar em queixinhas, fonix, é o que eu digo, vou ter de fugir da esplanada, que o tio Jaquim hoje já me falou para aí umas cinquenta vezes na dor que lhe arrepanha as costas todas!

Entretanto, para não vos maçar mais com palavras que reflictam este meu “dilema veraneante”, nada como vos demonstrar os meus sentimentos através duma coisa que decidi chamar de “Joke Box”, ou lá como se chama aquela máquina inventada pelos amaricados e que havia ali na barraca dos matraquilhos do Sousa. Ora aqui vai:

(nota: em cada clip devem clicar na palavra "blogger" para ouvir, e na mesma palavra para parar, embora fosse preferível ouvir tudo até ao fim. Isto porque tive de minimizar os ditos cujos, de forma a que as obras-primas do Choninhas não fossem lá muito para o fundo)


CONSTITUÍÇÃO ... fosgasse que ele há gajos que só com um desenho é que atingem ... (da esquerda para a direita … e de cima para baixo): Santana “Coisinha” Lopes, Mário “Areias” Lino, Marques “Fantasminha” Mendes, Paulo “Roxinol” Pedroso, Manuela F. “Bicho” Leite, M.ª de Lurdes “Taralhouca” Rodrigues, Paulo Portas de “Variações” e … a extremo esquerdo (consta-se que vai passar a jogar ao centro) … José “Moranguito” Sócrates.

Boas férias, que eu vou ali e já venho!

sábado, 12 de julho de 2008

Ensaio sobre a cegueira


Olá, o meu nome é Parménides Juvenal e moro aqui no bairro. Ultimamente, moro também dentro de um pipo de moscatel na arrecadação da Tasca do Silva.

Eu até nem quero ser ingrato pela estadia que me têm proporcionado, mas a verdade é que tenho dois pensamentos que me incomodam neste momento. Quer dizer, três: primeiros, é a minha mãe, que é capaz de já estar preocupada por eu não aparecer há tanto tempo em casa. Segundos, não sei se o Ronaldo já casou com a Nereida ou não. Terceiros, já fazia uma mijinha.

Em relação à primeira, temo que com a preocupação de nunca mais me ver, a minha mãe comece a dar a minha colecção de penas de pombo para a obra de caridade do Padre Inácio, que as usa para produzir colchões (penso que já toda a gente deve ter ouvido falar nos famosos Colchões do Padre Inácio). A última vez que estive tanto tempo fora foi na 4ª classe, quando fizemos uma viagem de estudo ao Zoo e o porteiro teimou em não deixar sair a minha professora enquanto ela não largasse da mão um dos chipanzés, de modo que não teve outro remédio senão deixar-me lá e regressar com os meus colegas.

Felizmente a situação resolveu-se no mesmo dia, porque antes de sair do serviço, o porteiro acabou por me reconhecer e levou-me para casa. Às vezes dá jeito o nosso pai trabalhar como porteiro.

Em relação ao Ronaldo, a minha grande preocupação, como aliás a de grande parte dos portugueses, e até dos ucranianos que moram aqui no bairro, é de ordem geo-política, pois qualquer homem esclarecido não gosta de ver um símbolo da identidade portuguesa cair assim tão facilmente sob domínio da língua espanhola. Esta é que é a verdade e não tem nada a ver com o que se diz por aí, da clássica e masculina inveja que se tem do indivíduo que casa com uma gaja boa.

Isto da união de Portugal e Espanha são ideias lá do Saramago, que foi o último caso que me lembro de identidade portuguesa sob domínio espanhol, mas aí não havia grande problema pois o seu domínio da língua espanhola sempre era melhor do que o português com que ele escrevia.

Na caso do Ronaldo é capaz de ser pior, porque dizem que a Nereida tem um grande domínio da língua, o que pode ser extremamente sedutor para um homem. Digo-o com experiência de causa, pois bem me lembro quando vi, sem a minha mãe reparar, à porta da casa da madame Sissi, uma das suas funcionárias a lamber um calippo, descontrolei-me um bocadinho e tive de ir limpar a braguilha das minhas calças com uns kleenexes. Penso que a madame Sissi seja uma artista de variedades, daquelas que contam anedotas, porque fartam-se de entrar homens lá em casa, que saem pouco depois com um sorriso nos lábios.

Eu desconfio que a Nereida já leu Saramago, especialmente, o “Ensaio Sobre a Cegueira”, onde se conta sobre a praga duma cegueira branca, incurável e não identificada, que ataca toda a gente menos a mulher de um médico. Eu até acho que o Saramago se inspirou na mulher do doutor Anacleto, o médico aqui do nosso posto de saúde, porque a minha mãe diz que ela é que tem “dois olhinhos e o Anacleto anda cego”, cada vez que a vê passar de braço dado com um tipo alto e musculado, nas horas em que o marido dá consulta no posto. Eu só acho esquisito que um médico cego possa exercer medicina, mas por mim, tudo bem.

Foi no “Ensaio Sobre a Cegueira”, que o Saramago deu a táctica para a Nereida :“Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara”, e vai daí ela olhou o Ronaldo, viu a fortuna e reparou na sua reforma. Pimba. Por que no te callas? E ele calou-se.

A minha situação neste momento é outra semelhança com o livro do Saramago, mais ou menos como uma cegueira branca, mas ao contrário. Vejo tudo preto no fundo desta pipa.

Se alguém me pudesse ajudar a sair, não precisavam de se incomodar mais, eu até ia andando para casa. E também já bebia um copo de leite morninho.

sábado, 28 de junho de 2008

...está aí alguém?...


Alô?...está aí alguém?...Alô?...pois, já vi que se foram todos embora...

Se calhar vou ter de passar aqui a noite, não é que eu me importe, pois este pipo onde me meteram até é fofinho e tem um aroma doce a moscatel...ou então a sopa de lentilhas que comi ao jantar já começou a produzir efeito!

Não sei se está aí alguém que me possa ajudar, mas de qualquer maneira vou explicar como é que vim aqui parar. O meu nome é Parménides Juvenal, mas toda a gente me chama de PJ...ou choninhas...às vezes também me chamam de Parménides Parvalhão, de simplório, de Maria Amélia...enfim, isto os amigos já se sabe como é.

Moro aqui no bairro desde que nasci e para a mim, a Tasca do Silva sempre foi o objectivo da minha vida. Sempre que passava à porta, sentia algo dentro de mim que me impelia a entrar. Infelizmente, ao mesmo tempo, sentia algo fora de mim que me impedia de entrar – era a minha mãe que não me deslargava a mão.

Eu sei que a minha mãe só quer o meu bem, afinal, se não fosse ela a refrear os meus impulsos de jovem com 40 anos, Deus sabe onde eu já estaria...

Tinha ouvido dizer que ía haver na Tasca uma festa com miudas giras e pensei comigo: é hoje que tens de lá ir, não podes perder esta oportunidade de ver a Manuela Ferreira Leite aqui tão perto!

Vai daí, disse à minha mãe que vinha despejar o lixo, pois era a única forma dela me deixar sair de casa a horas tão tardias. Eram 8 da noite e fiz-me ao caminho da Tasca do Silva. Como moro na rua de cima, o caminho fez-se sem problemas.

Tive o cuidado de colocar o pé direito no rebate do lancil, enchi o peito de ar, limpei as lentes dos óculos que se me tinham embaciado de emoção e avancei.

Casa cheia, como supunha. Numa mesa central jogava-se a jornada final do campeonato europeu de bisca lambida, que este ano foi organizado aqui na Tasca, entre o Manolito, espanhol que trabalha na carpintaria do Fagundes e um alemão, Fritz qualquer coisa, acho que foi a minha mãe que me disse, quando no outro dia se lhe escapou um qualquer comentário sobre a salsicha do alemão, embora eu estivesse convencido de que ele era pintor. Não de paredes, artista mesmo, daqueles que valerão muito mais dinheiro quando morrer.

Cheguei-me ao balcão e pedi uma bebida ao senhor do avental : Boa noite, meu senhor, eu queria um copo de leite morninho, faz favor.

Eu não percebi muito bem o que se passou, sei que de repente fez-se silêncio na Tasca, e logo de seguida irrompeu uma gargalhada geral, enquanto o pessoal se ía acumulando à minha volta. “Olha-me este!”, “Queres leite, mama aqui”, “Tinto, dêem-lhe tinto” foram algumas frases que ouvi e que me lembro, o resto, até saquei do meu bloco de post-its para tomar nota, mas na confusão deve ter caído.

Eu mantive a calma, claro. A malta aqui do bairro é simpática, está sempre na galhofa e ninguém me iria magoar, afinal de contas eu tomo Bio Danone, que me protege com uma bolha amarela que impede os agentes exteriores de me agredirem. Eu gosto muito de viver nesta bolha, é confortável, quentinha, bem vistas as coisas, tem até mais espaço do que o meu quarto nas águas furtadas lá de casa. Bom, mas dizia eu que o Bio Danone me protege das agressões exteriores do dia-a-dia. E quando a malta me pegou e levou pelo ar, circulando pelas mãos de todos os que ali estavam na Tasca, até me despejarem dentro do pipo que estava na arrecadação, eu sei que o ligeiro incómodo que senti na cabeça quando bati no fundo não era uma falha do Bio Danone, era uma falha minha – nessa manhã não cheguei a tomar a garrafinha completa, porque os bacilos que lá moram, os bifinhos activos, tinham formado uma penugem em volta do gargalo, que me fazia cócegas na garganta. Eu desconfio que isso se deve ao frigorífico estar há 15 dias desligado, porque o meu pai ainda não pagou a luz...mas não tenho a certeza.

Bom...como ninguém aparece, se calhar esqueceram-se coitados...vou dormir um cadito, pode ser que me passem estas tonturas...deve ser a falta do leite morninho que costumo tomar todas as noites...



sexta-feira, 20 de junho de 2008

Habilidades

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O país das maravilhas

Que a sociedade portuguesa funciona aos empurrões, já todos nós sabemos há muito.

Ele é no Portugal profundo




Ele é no Portugal moderno



Ou seja, nada como alegrar o Zé Povinho com uns futebóis e eventos afins, que este não se importa de continuar a ser enrabado!

Enfim, continuamos a ser do País dos três efes: Foderam-me ontem, Fodem-me hoje, Foder-me-ão amanhã!

Sobre o Zé Povinho, nada mais a acrescentar. No entanto, houve uma coisa ontem que me deixou intrigado – Então não é que o Tio Cavaco recebeu suas excelências da selecção portuguesa na sua moradia de luxo ali prós lados de Belém, onde a comitiva foi até presenteada com um belo dum lanche (se bem que à base de refrescos e bolinhos … sim, porque para a viagem de duas horas e meia já estava programado servir-se, lá nas alturas, uma bela duma massa com salmão… isto a crer nas palavras do comandante Hipólito)?



Lata das latas, foi ver o Ti Cavaco dizer aos nossos embaixadores da bola para honrar Portugal.

Honrar Portugal??? – Ó Sr. Cavaco, vá lá gozar com a sua Tia ó faxabôr, tá bem!? – Honrar Portugal, é coisa que fazem outras comitivas, como por exemplo os soldados que partem em missões para os países onde graça a guerra; honrar Portugal é coisa que fazem centenas de voluntários que vão para os países assolados pelas desgraças climatéricas, para não falar de outros! … Quantos desses é que vocelência já recebeu na sua mansão, quantos?

Olhe, se é assim que se honra Portugal, vou-lhe dizer uma coisa – Eu e milhares de portugueses desportistas fartamo-nos de honrar Portugal. Sabe porquê? – Porque passamos os dias a jogar bilhar de bolso, pois andamos com os ditos completamente vazios daquilo com que se compra os melões e a mãozinha acaba por ir parar àquilo que o senhor e outros políticos da sua estirpe não têm – TOMATES PARA PÔR ISTO A ANDAR PRÁ FRENTE, SEM SER AOS EMPURRÕES!

Razão tem o Jorge Palma quando canta “Ai Portugal, Portugal, de que é que estás à espera? Tens um pé na galera e outro no fundo do mar” … Finalmente Jorge, finalmente eu percebi o porquê da tua cara de atrofiado … com todo o respeito … até porque a minha está a ficar igual à tua!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Porco com ananás

Desde a publicação desta receita que temos recebido com alguma insistência, por correio electrónico e convencional, inúmeros pedidos de mais fórmulas gastronómicas que utilizem fruta. Também aqui na tasca se verifica desde então um considerável aumento da procura deste tipo de pratos. Assim, respondendo às diversas solicitações, depois do porco com banana aqui fica a receita do porco com ananás.

Refogar cebola em azeite. Fritar depois no refogado pedaços pequenos de porco durante 5 minutos, mexendo de vez em quando. Juntar alho, gengibre ralado, coentros frescos picados, malagueta (opcional, use apenas se quiser o prato muito picante), sal e um pouco de água. Tapar e deixar estufar mais 5 minutos em lume forte.

Esmagar num almofariz um pouco de cominhos e misturar depois os cominhos moídos com pó de caril e natas. Para quatro pessoas, sugere-se uma colher de chá de cominhos e uma colher de sopa de pó de caril, mas as quantidades podem variar de acordo com o gosto pessoal. Adicionar a mistura ao estufado. Deixar cozer em lume brando durante mais 45 minutos.

Juntar então ananás ou abacaxi cortado em pedaços (meio fruto para quatro pessoas). Cozer mais 10 minutos. Servir com arroz basmati cozido.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Gaijas com o pipi à mostra

O Ricardo e a Rita são amigos, têm ambos 8 anos de idade e estiveram a navegar na Internet. Logo a seguir, o pai do Ricardo descobriu acidentalmente a actividade dos miúdos. Pesquisa no Google: "Gaijas com o pipi à mostra".

Este episódio verídico é bem revelador da sociedade em que vivemos, principalmente do péssimo estado a que chegou o ensino em Portugal, minado pelo famigerado eduquês. Aos 8 anos já eu tinha aprendido na escola tudo quando havia para aprender sobre sexualidade. Mestre Alcino, rapaz que aos 14 anos ainda tarimbava na terceira classe, revelou a toda a gente esse fantástico mundo até aí misterioso. Em apenas meia dúzia de lições, os alunos absorveram conceitos fundamentais como minete, broche, colhões ou punheta, envolvendo-se depois em actividades práticas muito significativas.

Isso sim era escola, um local onde se aprendiam coisas úteis e importantes! Essa aprendizagem foi tão relevante, que continua a ser praticamente todo o meu conhecimento sobre sexo, o qual se revelou mais que suficiente ao longo de cinco décadas, se exceptuarmos as duas coisas novas que entretanto surgiram: a SIDA e os direitos da paneleiragem.

A busca por "gaijas com o pipi à mostra" apenas apresenta 3 mil páginas, sendo que a quase totalidade não contém a informação pretendida. O erro ortográfico é decisivo. Corrigindo para "gajas" a coisa sobe logo para umas muito mais significativas e reveladoras 50 mil páginas. No meu tempo, um erro de palmatória destes era impensável. E mais, teriam sido logo ensaiadas de forma criativa múltiplas e dinâmicas variantes, como "miúdas com a racha à vista", "meninas mostrando o grelo" ou "madames exibindo a xoxota".

Hoje as crianças dispõe de melhores professores (antigamente não havia formação contínua obrigatória), dispõem das mais modernas tecnologias, como computadores, Internet e esferográficas (no meu tempo escrevia-se numa ardósia), até já têm aulas de Inglês, mas revelam uma confrangedora insipiência sobre como fazer uso correcto de tudo isso. De facto, com o pipi da Ritinha ali à mão, é preocupante verificar que o Ricardo só andou a perder tempo na Internet.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Desgarrada ao XN


(entrada reservada à VIP's)

Hoje em dia de nevoeiro
Vamos todos festejar
O XN é o tasqueiro
Que vimos parabenizar

nananana

Com tanto que fazer
Ao tempo vamos roubar
Uns segundinhos de atenção
Para todos o brindar

nananana

Ò Silva não resmungues
Pois barulho vai haver
Hoje temos bar aberto
E bolo para dar e vender

nanananana...Ò xi... bolinho é 5euros a fatia... nananana

(xiuuuu PM....fala baixo.....que ninguém nos ouça....fim de semana no spa já cá canta...bendita broa)

A barulheira é tanta
E está a aquecer
Até que as marretas entram
Para vos pôr a mexer

nananana

Indignadas ficam
Ao ver tudo em ebulição
As mesas pegajosas
E vomitado no chão

nananana

Para cima do balcão
Salta o barri a cantar
Acompanha-o o vitinho
O can-can parecem dançar

nananana

Marretas esbugalhadas
Com tamanha visão
Calvin está de cuecas
e o PJ no varão
uiiiiiiiiiiiiiii...
Mas que grande confusão
Valha-nos a boa disposição....nananana

Só te dizemos amigo
Que nos deu um trabalhão
Mas quando se faz por gosto
Não há que dizer que não

nananana

Esperamos que aceites
Um xi-do coração
Lembra-te sempre
Da nossa boa disposição

nananana

Not made in China
Made By us...
PM e Xi....nananana

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Diferenças

Hi!!

Cresci a ouvir alguém dizer o seguinte "No dia 1 de Maio, quem for o último a acordar fica com a maia no cu... com o carrapato". Nunca entendi muito bem isto!!!!

O que é certo é que sempre me levantei cedo no dia do trabalhador, não fosse o diabo tecê-las... ;-)

Podia explicar-te o porquê, tentar perceber de onde surge. Talvez devesse... Não o fiz, pois à partida sei que dificilmente o entenderias, pois não compreendes.

E até sei que tens razão!!!!

São as pequenas DIFERENÇAS, tão grandes, que vos fazem ser assim como vocês são, e nós sermos assim como somos!!!

Bom Feriado!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O GNR Sherlock

A propósito do macabro achado na barragem de Alqueva amplamente noticiado hoje, vejam só o que disse o brincalhão do porta-voz da GNR:

"Constatou-se que se tratava do cadáver de um homem, sem cabeça, pernas ou braços, e em avançado estado de decomposição. Suspeita-se de homicídio."

Genial! O Grissom ao pé de ti é um aprendiz de feiticeiro.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Já todos conhecemos a coerência dos políticos...

... mas no espaço de 12 dias sair-se com esta e com esta revela um Sócrates de coragem, homem de convicções, que não hesita nem por um instante, como aliás já o havíamos constatado há uns meses neste vídeo que não me canso de ver:

quarta-feira, 12 de março de 2008

Uma ida ao supermercado

O post anterior do XN, na parte das belezas locais que tantas vezes são preteridas a favor de destinos duvidosos, lembrou-me a minha ida ao supermercado no passado domingo. O supermercado fica a 7 quilómetros de minha casa. Eu e a "patroa" decidimos fazer um desvio de mais dois ou três quilómetros para aproveitar o sol e visitar pela enésima vez a paisagem local.







O rio da minha terra não é tão bonito como o Tejo, como dizia o poeta. Aqui não se pode ter tudo, mas têm-se algumas pequenas coisas que valem muitos Tejos.





Nesta aldeia não vimos uma única pessoa na rua. Mas depois da curva da estrada, o tanque por debaixo da cameleira era uma tela em movimento.



Um prado, dois cavalos, a serra e uma falha geológica com 500 metros de desnível. Um dos sítios mais bonitos do mundo. São assim as idas ao supermercado por aqui.

terça-feira, 11 de março de 2008

Vá para fora cá dentro!

Causa-me uma certa confusão ouvir pessoas falarem de que vão para determinado país tropical, quando muitas dessas pessoas nem sequer conhecem as belezas deste nosso País, nem estão interessadas em conhecer.

Sempre que posso (abundasse o carcanhol), viajo por essas belas terras, que existem desde Trás-os-Montes ao Algarve, principalmente aquelas que tenham associadas às suas lindas paisagens, certas tradições e culturas muito próprias e que as distinguem das demais.

Foi o que fiz no passado mês de Fevereiro, acompanhado da família e de um grupo de amigos (um grande abraço para eles... sois uns bacanos!), quando mais uma vez visitei Loriga (que me desculpem os Loriguenses pelo nome da sua linda Vila aparecer em minúsculas no filme).

Loriga é uma dessas terras. É daqueles sítios em que eu posso ir lá umas cinquenta vezes e nunca me farto, pois além da sua beleza natural e urbanística, tem um povo acolhedor e que faz questão de manter as suas tradições.

Para que possam comprovar aquilo que eu digo, aqui fica um cheirinho do que eu filmei (mal por sinal, dada a minha aselhice natural) e, se gostarem, façam um favor a vocês próprios e passem um dia destes por lá:

Aproveito para agradecer:
  • Em primeiro lugar aos Loriguenses, principalmente àqueles que fazem questão de manter as suas tradições (e creiam que naquela noite não deverá ter sido fácil, pois estar desde as três da matina até às tantas, ao frio e ao vento, não é para todos - só para os que fazem as coisas por gosto!);

  • À minha esposa Carla, pela paciência que teve para comigo, nomeadamente no tempo em que eu me dediquei quase em exclusivo à montagem deste trabalho, relegando a família para segundo plano;

  • Ao meu amigo Carlos Rocha, por me ter ajudado a fazer a montagem do filme;

  • A todos os amigos que comigo estiveram em Loriga.

Por último, as minhas desculpas pela qualidade da imagem, mas creiam que, para um principiante na matéria, tornou-se complicado transformar em menos de 100 MB um projecto que tinha no seu início para cima de 1 GB. Se eventualmente sentirem dificuldades em ler as legendas, só têm um remédio - carreguem no pause, que eu não mexo em mais nada... FONIX!